quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Amor de Poeta.




Nessa vida insana, meu amor às cegas,
é entrega intensa, infinita , completa.
É sentir sem tréguas, sem limites, sem regras.
Amor de alma, amor de poeta.
É sonho que a realidade engana, que me salva de mim.
Que me traz e me leva além do desejo
e ao ordinário profana.
Querer que a nada se nega,
que por todos os instantes do tempo me chama,
realiza o seu destino, eterniza-se o meu começo e o meu fim,
reconhece a minha essência em si,
e a arte do encontro proclama.

Abismo





Da beira do abismo, é longa a distância até o chão,
quando se olha pra baixo,
parace tão mais fácil deixar-se cair,
recuar não é opção, dê o o próximo passo,
de alguma forma sei que é possível,
jogue-se, vamos voar...
Por este mundo de sombras, minha alma perdida
cansou-se de ser invisível na escuridão.
Diga que consegue me ver...
A vida é insuportável sem essa ilusão.
Sem a poesia de cada dia, vivo a morrer a te esperar.
Traga de volta a luz , pegue na minha mão,
tire-me do escuro da ausência do seu olhar

Amor de Perdição







Tome a minha boca com paixão, 
mostre o seu desejo
entregue-me mais do que o seu coração.
Transforme tudo o que eu conheço.
Num beijo, prove o pecado e a redenção.
O paraíso ao alcance do toque dos nossos dedos,
no livre bailar de nossas mãos.
Almas que se procuram, sonhos que se encontram,
corpos que se entrelaçam e se misturam...
Querer que alimenta e  devora, sedução.
Palavras que se provocam, intensidade de quem adora.
Amor de perdição.

Sentir é Mais que Saber





Entendo o seu pensar com o meu sentir.
Eis  a minha maneira de compreender,
sentindo, é assim que sei. 
Sentir é muito mais que saber...
Quando razão alguma é capaz de explicar,
quem sente, entende.
Na emoção encontro o meu porquê...
Sentindo, faço viva em mim a poesia, sei o que é vida,
perfeita sabedoria, sinto o que é viver.

Inocência Morta





 

A inocência do mundo morreu...a pureza no olhar foi manchada, se acabou,encanto da vida se perdeu.A alma foi maculada, os sonhos disseram adeus.Rotinas banais,tudo o que se passa é o mais triste vazio repleto do nada.Dias todos iguais, o comum reina e se glorifica na prudência covarde e egoísta,do homem limitado e iludido que mata a divindade em si,mas se envaidece por ser a imagem e a semelhança de Deus.Na infinidade de tanta arrogância,impera a superficialidade, a intemperança.Conveniência é o que importa.Renuncia-se a essência autêntica do coração por falsas verdades impostas. Celebra-se a demência da razão.Solidão de nós mesmos é o que acontece a nossa volta.Nessa realidade em que a inocência está morta,amor deixou de existir,não pode ser teu ou meu, se é que a algum de nós realmente pertenceu.