Trajetórias definidas, almas esquecidas,
vida que segue sem caminhar.
Realidade corrompida na indolência do pensar.
Esperança perdida, solidão do tempo que passa sem se notar.
Diante o espelho, deformidade refletida,
imagem do pesar.
Solidão ressentida, ausência imposta, calculada e medida,
quando o comodismo limita o sonhar.
Visão obscurecida, dormência do sentir,
acende-se a escuridão do olhar.
No silêncio a voz que se faz sempre ouvir ,
mesmo a quem não pode-se mais chamar.
Impeça o partir, desobedeça a ordem estabelecida.
volte a si, livre, ouse amar.


