quinta-feira, 6 de junho de 2013

Indolência do Pensar




Trajetórias definidas, almas esquecidas,
vida que segue sem caminhar.
Realidade corrompida na indolência do pensar.
Esperança perdida, solidão do tempo que passa sem se notar.
Diante o espelho, deformidade refletida,
imagem do pesar.
Solidão ressentida, ausência imposta, calculada e medida,
quando o comodismo limita o sonhar.
Visão obscurecida, dormência do sentir,
acende-se a escuridão do olhar.
No silêncio a voz que se faz sempre ouvir ,
mesmo a quem não pode-se mais chamar.
Impeça o partir, desobedeça a ordem estabelecida.
volte a si, livre, ouse amar.



O Torpor da Escuridão

A ausência de luz neste mundo escuro se faz presente
Verdades não mais confortam, 
 desconfianças o pulsar do coração agora regem.
Dúvidas mancham a alma, confundem a mente,
Palavras sinceras já não importam,
 ecoam no vazio , se perdem.
No silêncio, súplicas dessa oração descrente,
dor do real feito de ilusão, nada mais se espera,
 plenitude da decepção.
Realidade demente, obscuridade como opção.
essências dormentes no torpor de tanta escuridão. 

Maldição do Poeta






Minha alma na poesia escreve.
Conjuga em versos um viver de sonhar.
Nas palavras traduz um querer que a tudo se atreve.
Tece infinitas formas de amar.
A inquietude que em mim prevalece
Nas letras encontra a sua  paz.
Impossível de possibilidades que acontece.
Ilusão que diante de mim se desfaz.
Intensidade que liberta,  inspiração que se desprende.
Sobra tanta falta em cada rima que me completa.
Obscuridade que a luz do versejar acende.
Sentir demais,  benção e maldição do poeta.

Alma Liberta


Ilusão que entorpece, transfigura a realidade.
Vejo a ausência da cor nos dias que passam mas não acontecem,
quando o Amor que pode tudo, escolhe ser apenas saudade.
Num grito mudo ecoam as palavras que não se esquecem, 
descortinam o véu, mostram a face da verdade.
Noites sem estrelas no céu,  
nessa escuridão em que a vida se esconde,
morre-se  pelo conformismo da prudência covarde que nada arrisca, 
correntes que prendem à mesmice da mediocridade.
Mas eis que o absurdo dos sonhos tornam a alma liberta. 
Assim o poeta, transcende o mundo e vislumbra o brilho da eternidade.

Despertar







Já não me assusta a escuridão do que vivi,
essa lucidez não me machuca mais.
Encontrei a minha proteção, no meu ser tenho a poesia,
a acidez das palavras vazias o meu espírito agora não corrói.
Nem mesmo a tristeza do despertar dos dias ainda me dói.
Nada nessa realidade ainda me serve , me engana, me toca ou me fere.
Verdades prontas não me interessam,
convicções impostas não me convencem,
doutrinas corrompidas e suas mentiras convictas
não me movem, ignoro o que suas cegas certezas professam.
Restou-me o viajar no tempo... Sentir na chuva que carrega o vento,
minha eterna espera , a promessa perfeita que sempre me traz,
um futuro que não acontece e que em mim não se desfaz.